sábado, 27 de agosto de 2011

Tão Acre


Tem dias que começar a escrever é uma coisa muito difícil, mesmo quando se tem o tema, ou já saiba mais ou menos o que e como dizer ao leitor. Acho que hoje estou num desses dias. O que me fez lembrar meu querido professor Dandão, que em sala de aula costumava conversar sobre isso.

Em uma das muitas aulas dadas, ele falou que tinha gente que se inspirava até com uma folha de árvore que caia para escrever uma boa crônica. Bom... Eu estou aqui, olhando para todos os lados à espera de presenciar a queda de uma mísera folhinha, e nada... Somente o calor irritante soprando no meu ouvido o quanto ele pode ser desconfortável.
Em tempo de botas, chapéus, camisas de mangas compridas dobradas até o cotovelo, cintos com enormes fivelas e calças jeans, eu imagino que não seja nada confortável estar trajado assim. Aliás, por falar em conforto, a Expoacre mudou muito do que era há uns 30 anos - e para melhor, que isso fique claro.

Quando eu era criança não passava de duas ruas, uma era trafegável a outra só Jesus na causa, também tinham algumas baias, estandes do governo e um parque de diversões cheio de tétano. Era preciso rezar muito para não chover, porque corria o risco de atolar tanto de carro quanto a pé. Na verdade era uma verdadeira trilha. Ir de sandália aberta para lá, até 1996 era um mico, pois era terra e lama pra todo lado.

Hoje tá tudo asfaltado, o parque cresceu, ta lindo de ver. Não precisamos mais ficar andando de um lado para o outro em um só caminho.
E ainda tem quem diga que a gente não melhorou, que o governo que está aí, não fez nada. É povo do gol contra, só joga a favor de si mesmo, a população que se exploda porque o mais importante é voltar ao poder. Aquele mesmo que eles já tiveram na mão, e eles sim, não fizeram nada.

Alguém aí lembra quando viajávamos de férias e aterrisávamos no aeroporto que antes ficava lá do Segundo Distrito? Dava até depressão de voltar pra um lugar tão maltratado, com as ruas cheias de buraco e lama. Uma tristeza só.
Tá certo que o ser humano nunca está satisfeito com nada, até porque se isso um dia acontecer, é sinal de que se acabaram os sonhos e viver sem sonhos é o mesmo que não viver, mas tem gente por aí enganando o povo, dizendo que briga por melhoria, quando na verdade briga mesmo é pelo status que perdeu.

Vai passando por cima de tudo e de todos, mais parece um trator do mal, que vai espalhando veneno por onde passa, na tentativa de desconstruir uma imagem boa, já que em sua maioria, essas pessoas estiveram no poder, alguns até como “pasteiros” (aqueles que vendem coisas ao governo) e talvez por não verem seus nomes no Diário Oficial, se sintam tão incomodados com as realizações do governador Tião Viana, como diria Zé Leite, #tãoacre!

*Texto publicado no Jornal Página 20 de 31 de julho de 2011.

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