quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Em 2010:

Desejo saúde, muita, pra você e pra todos que você ama, muitos amigos de verdade, muita paz e tranquilidade, que todos os problemas sejam resolvidos, que você seja correspondido no amor, felicidade, sabedoria, paciência, muito beijo na boca, muita risada, calma, riquezas, fartura, muita comida gostosa, que seus amigos antigos reapareçam, que você receba muitas notícias boas, que você consiga um boa promoção, que você viaje pra locais lindos, que você tenha sempre bom sonhos, que você nunca se machuque, que nunca chegue atrasado, que seja bem-sucedido sempre, que chegue sempre em primeiro lugar, que não quebre nenhum objeto, que ganhe na loteria, que você nunca fique deprimido, que tenha sempre muita proteção Divina, inteligência, que nunca esbarre com pessoas nefastas, que ganhe muitas bênçãos, desejo também que você só pegue sinais verdes, nenhum engarrafamento, que não te liguem cedo pra vender nada, que suas contas sejam todas pagas, que você seja vitorioso com suas causas, pacientes, clientes, projetos, idéias, vendas, negociações, contratos, provas, concursos ou planos... que você conheça belas praias, ou montanhas, ou campos ou florestas... que você tenha sempre um peixe no anzol, com boas colheitas, que suas experências nunca explodam, que você nunca erre a conta, nem bote muito sal na comida, que você sempre tenha desconto, que o seu carro nunca deixe voccê na mão, que seu pneu nunca fure, que o gás ou a água nunca terminem, que falem com você no elevador, que só falem bem de você pelas costas, que você tenha um filho ou que venha o próximo, que você ajude os outros sempre, MAS NUNCA ESQUEÇA DE AGRADECER A DEUS POR TUDO!






 "Para você ganhar belíssimo Ano Novo


cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido

(mal vivido ou talvez sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,

novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

(...)

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(...)

Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto da esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

(...)

Para ganhar um ano-novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre."
 
*Carlos Drummond de Andrade
(Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Em recesso


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Desejos de um natal encantado



Eu queria ter uma casa, com uma chaminé enorme onde estariam penduradas meias grandes e vermelhas para que o papai Noel colocasse lá os presentes de natal. Aliás, a casa inteira estaria decorada com enfeites natalinos.

Também queria, uma árvore de natal grande, para eu colocar uma linda estrela no topo, mas, principalmente, queria ir numa loja, e escolher o maior e mais verde pinheiro, depois colocar em cima do carro e trazer pra casa.

Queria muita neve na frente da minha casa, para poder me jogar no chão e desenhar um anjo com o peso do meu corpo.

Também queria fazer um boneco de neve e colocar uma cenoura bem laranja pra fingir que era o nariz dele e botões de paletó formando os olhos.

Eu queria muito que Papai Noel existisse de verdade. Queria um natal com frio, para que eu pudesse vestir roupas de lã, usar gorro e cachecol, todos bordados com símbolos natalinos.

Acordar cedinho e correr pra árvore de natal para abrir os presentes e depois tomar chocolate quente com marshimelo e comer biscoitos quentinhos.

Tudo bem ao estilo dos filmes americanos. Mas, como eu estou no Brasil, e principalmente no Acre, isso se torna impossível.

Nosso estado é quente e úmido, vivemos com o mundo de olho em nós. Derrubar árvores nem pensar. Chaminé, pra quê? Aqui, o essencial é ar-condicionado, para que não cozinhemos de tanto calor.

Neve? Só mesmo com a mudança drástica de temperatura, causada pelos séculos de poluição. E assim mesmo, isso seria um verdadeiro caos pra humanidade.

O negócio é me contentar com um pinheiro artificial enfeitado, comprado da nossa vizinha Bolívia e com o show do Roberto Carlos na televisão.

Porque enfim, para se ter um bom natal só precisamos estar perto de quem amamos. Churrasco, galinha assada, peru, camarão ou bacalhau, tanto faz, o importante é a família reunida. É o espírito de união que esse período traz para nossas vidas.

Se vivêssemos sempre em período natalino, com certeza o mundo seria mais pacífico, mais amoroso, porque as pessoas se tornam mais solidárias e mais amorosas.

Sim é verdade, o natal nos torna piegas, mas quem se importa? O amor é piegas!

Um feliz natal a todos!

* Texto publicado no Jornal Página 20, de 20/12/2009.