quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pelo caminho


É triste olhar para trás e ver pelo caminho amizades que vc jamais imaginaria perder. Mais triste ainda, é ver seus amigos transformados em pessoas completamente desconhecidas, com perda de valores e sem raízes.
 Isso me remete à música do Roberto Carlos:
 
Eu não posso mais ficar aqui

A esperar!

Que um dia de repente

Você volte para mim...
Vejo caminhões


E carros apressados

A passar por mim

Estou sentado à beira

De um caminho

Que não tem mais fim...



Meu olhar se perde na poeira

Dessa estrada triste

Onde a tristeza

E a saudade de você

Ainda existe...



Esse sol que queima

No meu rosto

Um resto de esperança

De ao menos ver de perto

O seu olhar

Que eu trago na lembrança...



Preciso acabar logo com isso

Preciso lembrar que eu existo

Que eu existo, que eu existo...



Vem a chuva, molha o meu rosto

E então eu choro tanto

Minhas lágrimas

E os pingos dessa chuva

Se confundem com o meu pranto...



Olho prá mim mesmo e procuro

E não encontro nada

Sou um pobre resto de esperança

À beira de uma estrada...



Preciso acabar logo com isso

Preciso lembrar que eu existo

Que eu existo, que eu existo...



Carros, caminhões, poeira

Estrada, tudo, tudo, tudo

Se confunde em minha mente

Minha sombra me acompanha

E vê que eu

Estou morrendo lentamente...



Só você não vê que eu

Não posso mais

Ficar aqui sozinho

Esperando a vida inteira

Por você

Sentado à beira do caminho...



Preciso acabar logo com isso

Preciso lembrar que eu existo

Que eu existo, que eu existo...

* Sentado à beira do caminho - Roberto Carlos.

Bolão

Tô em casa, o telefone toca e era meu pai querendo que eu desse um palpite sobre o placar do jogo do Brasil contra a Costa do Marfim, pois, lá na empresa estavam fazendo um bolão.


Eu, muito antenada parei e pensei nos prós e contras das duas seleções e soltei um 3 a 1 para o nosso time.

E num que eu to lá na frente da TV e vou vendo de gol em gol o meu placar se concretizando? Gente é uma sensação engraçada, pq você vê seu time jogando, quer que seja de goleada, mas também quer que o seu placar ganhe.

Então, de repente eu tava torcendo era para que a seleção não fizesse mais gol, me senti uma traidora, quase uma apátrida, mas, ganhei o bolão!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Os micos da vida

Quando eu era criança eu não compreendia como minha vozinha podia gostar tanto de uvas passas, hoje me pergunto como fiquei tanto tempo sem comê-las. E assim foi com o peixe, com o cozidão e com a panelada.


Impressionante como nossos parâmetros mudam com os anos. Esses dias eu estava em uma pizzaria com minha irmã adolescente e meu pai que havia passado o dia inteiro tomando suas cervejinhas e já estava pra lá de ‘meio alto’.

Papis era só alegria enquanto minha irmã se encontrava de cara amarrada e morrendo de vergonha de tudo o que ele fazia ou dizia. De repente eu me vi, meio que recriminando a atitude dela, por que enfim, papai já é um jovem senhor, que merece de vez em quando enfiar o pé na jaca.

Só que de repente, me lembrei que a pouco tempo atrás eu também era adolescente e morria de vergonha dessas mesmas coisas que papai fazia. Lembrei que eu também trancava a cara e conseguia na minha fértil cabecinha inverter valores e buscava inutilmente colocar limites no nele.

Pois hoje, já com alguns fios de cabelos brancos escondidos pelas tinturas, me tornei uma pessoa bem mais maleável e consigo até achar graça desses dias de bafão que papai apronta. Sei que minha irmã quando chegar na idade que tenho, também deverá amolecer seu coração rebelde e passará a aceitar com mais naturalidade os micos da vida.

Voltei!

Urruh! Depois de um longo período de hibernação, estou de volta. Espero que eu consiga atualizar com bem mais freqüência do que venho fazendo. Essa falta de postagem é fruto de um novo emprego, com muito trabalho para executar e sem direito a acessar blogs durante o expediente.