Só eu ou mais alguém percebeu que nos últimos dias o ex-presidente Lula anda aparecendo demais na mídia? Parece-me que ele definitivamente assumiu o papel de estrategista do governo Dilma.
Fontes próximas a presidente afirmam que ela não se sente nem um pouco constrangida ou mesmo incomodada com isso, e eu, me pergunto se isso não seria uma espécie de volta ao cenário político para que Lula não seja esquecido e venha a concorrer a um terceiro mandato nas próximas eleições. Carisma e aceitação popular, ele tem de sobra.
Mas mudando completamente de assunto, fazia tempo que eu não acompanhava uma novela, mas essa Insensato Coração, que passa na Rede Globo, eu caí na besteira de assistir ao primeiro capítulo e aí, já viu?! Só que uma coisa me incomoda bastante, é que parece que o bem não flui. Só o mal prospera e por isso fica.
De repente fica a impressão de que não vale a pena ser bom, ser sincero, ser responsável, porque quem se dá bem e quem vai pra frente é só aquele que mente, rouba e mata. Claro que a novela é uma obra de ficção e a gente sabe que muitas das coisas que se passam lá, não ocorrem na vida real, embora, muitas vezes, tomamos conhecimento de histórias muito parecidas na vida real. Porém, para aquelas pessoas que tem um coração cheio de maldade e a mente fértil, pode com certeza ter a novela como inspiração.
Por exemplo, a auxiliar de enfermagem Norma, interpretada pela atriz Glória Pires, foi enganada, humilhada e presa injustamente no começo da novela. Ao ser solta, ela cumpre rigorosamente as estratégias de um plano de vingança contra quem lhe aplicou o golpe. Enquanto ela estava na cadeia, aos poucos íamos percebendo um desvio, nada pequeno, no caráter da moça.
De lá para cá, Norma vem mentindo, enganando e ludibriando as pessoas e até a justiça, sem parar. Mas sabe o que é o pior de tudo? É que assistimos tudo e em vez de ficarmos revoltados, com raiva, nós simplesmente torcemos para que as maldades dela funcionem e ela consiga se vingar do seu malfeitor.
Me digam meus leitores, se isso faz algum sentido? Justo nós que ensinamos aos nossos filhos a importância de falar sempre a verdade, de que o trabalho vence tudo e de que a família está sempre em primeiro lugar. Agora, nos vemos encurralados com nossos sentimentos, divididos entre o bem e o mal, numa verdadeira sinuca de bico, como gostam de dizer os homens, e tudo por causa de uma novela. Vá lá entender o ser-humano.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Vida que segue

Depois de dez anos de casamento, dois filhos e uma certa estabilidade financeira, Olívia e Vinícios levavam uma vida tranqüila. No entanto, naquela manhã, enquanto a família almoçava e o marido conversava alegremente sobre os acontecimentos do trabalho, ela se pegou com os pensamentos voando alto.
Enquanto Vinícios falava sem parar, ela se pegou lembrando do gosto dos beijos de André, um ex-namorado que teve muito antes de conhecer seu marido. Volta e meia as lembranças do ex lhe povoavam a mente e ela não queria crer que ainda restava um resquício se quer de sentimentos.
Mas nessa manhã, ao se pegar novamente com os pensamentos perdidos em André, percebeu que lá no fundo do seu coração, algo ainda insistia em se manter vivo. São Paulo é uma cidade grande, dificilmente os dois se encontravam, principalmente depois que Olívia casou e mudou de bairro.
De certa forma, foi essa distância que a fez pensar que o havia esquecido. Mas nem o tempo, nem a família construída, foram capazes de sufocar esse amor caprichoso que vivia escondido nas sombras. E ao se dar conta disso, Olívia viu que teria que permanecer o resto da vida na tentativa de esconder de si própria e dos outros esse sentimento.
E justo naquele dia, ao deixar os filhos na escola, ela reencontrou casualmente o grande amor de sua vida e pensou: Ao menos fiz as unhas, estou maquiada, mas e os malditos cabelos brancos? O tempo tinha sido generoso com Olívia, mas os fios brancos eram seus grandes inimigos.
Foi tudo muito rápido, não passou de um simples aceno, mas foi o suficiente para o tremor tomar conta de todo o seu corpo. Ela apenas entrou no carro e permaneceu quieta até se recompor, em seguida deu partida e seguiu ao encontro da vida que tinha escolhido para si: uma casa boa, um marido carinhoso e seu amado casal de filhos.
sábado, 14 de maio de 2011
A árdua missão da mulher
Mulher é uma coisinha complicada mesmo. A gente cresce na esperança de casar e sabe pra quê? Pra ter um homem tomando espaço na cama, roncando a noite toda e que se duvidar dá mais trabalho que os filhos. Adoram esse negócio de comidinha no prato e dedicação exclusiva.
Depois do maridão, aquele mesmo que adora peidar embaixo das cobertas e depois abanar pro “bendito” cheiro se espalhar por todo o quarto, a gente não fica satisfeita e arruma os filhos.
Filhos... Filhos... Filhos... Já dizia aquela máxima: se não tê-los, como sabê-los? São lindos, fofos, os mais queridos do mundo, mas também são eles que fazem cocô e deixam pra você limpar, que precisam que você lhes dê banho, comida e roupa lavada. Isso tudo depois de um dia exaustivo de trabalho, claro! Mas alguém já imaginou a vida sem eles?
Então, somos assim, passamos a vida procurando quem nos dê trabalho em troca de muito amor, carinho e dedicação. Ê vidinha difícil, mas eu sou uma que não troco a minha por nada nesse mundo...
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A curva descendente
Conversando com meu colega de trabalho, Marcelo Quintella, ele me falava de uma tal curva descendente, na qual todos nós entramos. Segundo ele, lá pelos 40 anos, começamos a ficar saudosistas, cheios de recordações dos tempos de juventude e começa também a contagem regressiva da vida.
No momento da conversa fiquei meio assustada, até porque, quando jovens sempre imaginamos que somos integrantes do clã MacLeod, daquele guerreiro imortal vivido pelo ator Christopher Lambert no filme Highlander, ou seja, que nada de mau pode nos acontecer e que seremos eternos. E tudo é vivido intensamente, o amor, a raiva, as coisas se transformam em casos de vida ou morte.
Já quando adquirimos um pouquinho mais de idade, de responsabilidade e de maturidade, começamos a ficar mais flexíveis, menos emoção e mais razão. Isso acontece lá pela casa dos 30 anos, mas nada que nos faça refletir que a vida é finita.
E conforme a casa dos 40 vai se aproximando percebemos que somos passíveis de erros, que nos importamos mais com os filhos que com nós mesmos. Que nem sempre sair pra balada é a melhor opção da noite e que ficar em casa curtindo a família tem grande valor. Que palavras de amor realmente devem ser ditas, pois algumas vezes nos arrependemos do silêncio lá na frente e principalmente que de hailander não temos nada.
De repente já se passaram 15, 20, 30, 40 e poucos anos e o que realmente queremos é ter nos transformado numa pessoa que orgulhe nossos pais, mas que principalmente sejamos fonte de princípios para nossos filhos. Afinal, agora são eles quem queremos impressionar e não mais o carinha mais paquerado ou a mocinha bonitinha.
É, de fato Marcelo tinha razão, essa tal curva descendente existe. E agora, depois que eu soube da sua existência, vivo a refletir sobre isso e me lembrei que certa vez li um livro onde o autor dizia que para nos comunicarmos bem durante uma palestra deveríamos saber que tipos de platéia iríamos ter. Platéia onde a maioria são jovens deve-se falar muito em planos, no futuro, afinal, eles têm uma vida toda pela frente.
Já quando a platéia é composta por pessoas mais velhas, devemos ser saudosistas, lembrarmos o passado de vez em quando, afinal, essas pessoas não fazem mais muitos planos e adoram recordações, assim, segundo o autor, seguindo essa regrinha básica conseguiremos prender a atenção do público e quem sabe até torná-los participativos.
Perceberam a tal da curva descendente? Talvez nosso rei Roberto Carlos já tivesse consciência e por isso, costumava cantar:
“Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na Estrada de Santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu
Não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade
Só a velocidade anda junto a mim
Só ando sozinho e no meu caminho
O tempo é cada vez menor...”
Já eu, sigo ainda assustada com a descoberta da bendita curva e com o eco das palavras do meu saudoso avô José Higino que aos 81 anos de idade costumava dizer que cada dia de vida era um dia a menos na contagem regressiva de nossa caminhada por esse mundo de meu Deus.
domingo, 8 de maio de 2011
Dia das Mães
Todos os anos é assim, ofertamos o segundo domingo de maio para homenagear essas mulheres, que trabalham, estudam, cuidam dos maridos, dos lares e ainda por cima são mães.
Feliz dia das mães a todas e em especial a minha dona Janne e também a minha tia Jeanett.
Feliz dia das mães a todas e em especial a minha dona Janne e também a minha tia Jeanett.
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