sexta-feira, 21 de março de 2008

Renascimento

Remexendo meus arquivos encontrei esse texto que serviu de perfil no meu orkut em abril de 2007. Como páscoa é renascimento e o texto retrata justamente meu renascimento, resolvi compartilhar com vocês.

Confesso que não passei pela crise dos trinta anos. Ao contrário completar trinta com saúde e cercada de amigos queridos foi maravilhoso. Mas fazendo uma retrospectiva dessas minhas três décadas vejo que hoje não sou mais aquela garotinha ingênua que acreditava em contos de fadas e em um amor e uma cabana.

Já descobri dolorosamente que príncipes encantados não existem e que no amor o dinheiro também é muito importante, afinal, as contas do final do mês não esperam para serem pagas, mesmo quando moramos em uma cabana.

Aos 32 anos também descobri que por mais que saibamos que a morte existe, nunca queremos que ela chegue para quem amamos. E que quando ela chega nos machuca tão profundamente que não conseguimos sarar a ferida, nem mesmo com o tempo.

Já lutei sozinha contra o mundo acreditando em um grande amor, que nunca me fez feliz de verdade. Já amei por completo, pela metade, até fingi que amei sem ter amado.

Olhando para trás vejo a encruzilhada da mulher que eu poderia ter me tornado e da mulher que eu sou. E fico feliz em ver que se antes eu era frágil e apaixonada, hoje sou forte, mas continuo apaixonada. Claro que troquei de paixões e de amores, mas quem me ensinou mesmo foi a vida.

Com ela aprendi a ser forte e decidida, me tornei mulher e mãe. Aprendi que o que está feito está, mas que podemos mudar e mudar para melhor sempre. Aprendi ainda que existem saudades gostosas, doloridas, eternas...Mas principalmente descobri que crescer é essencial e que como diria Tom Jobim, fundamental é mesmo o amor!

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