domingo, 9 de dezembro de 2007

Falar devagar e pensar rápido


Ouvi uma frase que diz que devemos sempre falar devagar e pensar rápido. Eu falo e penso rápido demais, tanto que minhas mãos não conseguem acompanhar a velocidade de meus pensamentos e não são raras as vezes que escrevo palavras faltando letras ou até mesmo sílabas.

Dor de cotovelo ainda existe




Como tudo na vida vira história, vou contar aqui pra vocês uma que me aconteceu esse final de semana. Depois de tomar umas cervejinhas jogando conversa fora com as amigas, eu e Mirna, as únicas arianas da turma, resolvemos que tínhamos que sair. Na verdade sair naquela noite era uma questão de honra ou de necessidade, dependendo da interpretação de cada uma.

Enfim, após um banho a jato, uma maquiagem feito as pressas e algumas trocas de roupas conseguimos nos dirigir a boate. Gente faz mais de um ano (e isso não é exagero) que eu não ia a uma boate. Chegando lá, fiasco total. Parece que todo mundo nessa noite resolveu ficar em casa.

Nem foi preciso eu dar a primeira volta pra ver que o homem que atualmente eu julgo ser o da minha vida estava lá. Detalhe muito importante: com uma mocinha lourinha. Bom, como o Laurinho também tava comigo (melhor dizendo ele chegou em seguida, pq no meio do caminho nós brigamos e resolvemos que não íamos mais de carona com ele) e nem por isso somos namorados, ficantes ou algo desse tipo, eu pensei que talvez a situação com o meu suposto amor pudesse ser igual.

Ele até que conversou comigo, perguntou algumas coisas, respondeu outras, me apresentou a uma amiga dele e disse q ia ao banheiro. Genteparatudo.com.br, essa desculpa é a mais clássica que existe, todo mundo sabe que qdo alguém diz que vai ao banheiro, ta indo fugir e foi o que ele fez, fugiu e fugiu bonito.

Alguns minutos depois da fulga alucinada do meu pseudo-amor, eu encontro a tal amiga que ele me apresentou, vale ressaltar que a menina é gente fina, ou então tava tão bêbada quanto eu, mas a gente bateu um papo bacana e foi ela quem me disse que a tal loura miss simpatia era uma ex-namorada dele.

Bom caros parcos leitores, não preciso dizer que aos 33 anos, me comportando como uma adolescente de 15, ao sair da boate eu sofri. Sofri com dor de cotovelo (por sinal eu achava que isso nem existia mais), sofri pq não falei p ele que o acho uma pessoa interessante e que ele trocaria uma lâmpada facilmente na minha casa e o pior de tudo, sofri pq descobri que não sei mais paquerar.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Terceira situação:

Homem não muito alto e nem tão bonito assim.
Eu o definiria como muuuuuito interessante.

Na verdade aqui não tem diálogo, pq qdo estamos juntos eu preciso respirar fundo e não consigo conversar e respirar fundo ao mesmo tempo. Nos vemos duas vezes por semana, agora caiu pra uma, já que estou quase curada da minha crise de coluna. Sim, ele é meu fisioterapeuta. Eu gostei dele de cara, gostar de cara não significa estar apaixonada, mas eu gostaria muito que a gente viesse a se conhecer melhor.

Segunda situação:

Jovem recém saído da adolescência, não gosta de meninas da mesma idade pq não possuem nada para acrescentar a ele.
Eu o definiria como um jovem que deve gostar muito de sexo e acha q com mulheres mais velhas deve ser mais fácil.


- Oi, vc ta ocupada?
- Tô, mas pode falar.
-Se vc quiser eu ligo mais tarde.
- Não, pode falar.
- Eu quero te chamar p sair?
- Hã?
Momento de pânico. Como assim me chamar p sair? O cara tem 22 anos, eu o conheci criança e hj ta me ligando do nada e me convidando p sair? E se ele acha que mulheres mais novas não acrescentam nada, pq ele acrescentaria para mim?
- É...eu quero te chamar p sair?
- Sair p onde?
- Não sei.
- Acho melhor não.
- Pq?
- Pq, vc é mais novo e pq conheço sua mãe, seria uma situação muito constrangedora para mim.
- Só por isso?
- E vc acha pouco?
- Posso te ligar depois?
Momento de silêncio para que eu pudesse coordenar as idéias e a primeira que me veio a cabeça é de que ele era um cara insistente e que eu não queria magoá-lo.
- Ta bom, liga.
E ele ligou mesmo. Então eu pensei: bem que eu poderia estar muito desesperada p arrumar um namorado, assim talvez eu desse uma chance para que essa situação mega constrangedora acontecesse. Mas, eu não estou.

Primeira situação:

Bonito, alto, sem confirmação se o conteúdo presta.
Eu o definiria como um homem interessante.

- Vc nunca mais passou por aqui.
- Passo sim , quase todos os dias.
- Passa não, que eu sei a placa do seu carro.
Momento de silêncio. Eu penso: será isso uma ameaça? Pq ele saberia a placa do meu carro? Será que devo algo ao Detran? Logo em seguida abro um belo sorriso.
- Talvez quando eu passo vc não vê.
- Deve ser, mas vê se aparece.
Outro momento de silêncio. Eu penso: Não tenho costume de aparecer, será que ele está me paquerando? Então, outro sorriso.
- Ta bom, apareço sim.
- Vc deixou o número do seu celular cadastrado?
Momento de silêncio maior que os outros. Eu penso: Acho que realmente ele deve estar me paquerando, dou ou não o número do meu celular? Dei.
Agora o silêncio é dele e dura até hj. A mim, só resta pensar, e eu penso: Pra que pediu o número do celular se não ia ligar? Esses homens...