quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

40 motivos para casar-se com um jornalista

Fiquei sabendo desta lista após uma tuitada do colega Francisco Costa. Pedi que ele me enviasse por email e agora compartilho com vocês aqui no blog. Tudo muito virtual, mas os motivos são reais.


1) Jornalista geralmente é criativo, ele vai surpreender você quando menos esperar;
2) São curiosos e antenados, você sempre ficará por dentro de tudo que acontece;
3) Eles não ganham bem, mas isso é bom porque vocês podem aprender a economizar dinheiro;
4) No Natal, Ano Novo, Carnaval… eles provavelmente estarão na redação. Mas, pense pelo lado positivo: antes trabalhando do que vagabundando;
5) E outra! Trabalhando muito, eles não têm tempo de se interessar por outra pessoa;
6) Eles não são bons de matemática, mal sabem somar e subtrair; mas, para que saber isso se são os mestres da escrita?;
7) Acostumados com pautas, são bem organizados e planejam bem as coisas antes de fazê-las;
8) Como é fissurado por fontes, quando você tiver uma ótima ideia, ele não vai dizer aos amigos que foi coisa da cabeça dele. Dará todas as honras para você!;
9) Como vivem numa rotina corrida, não tem muito tempo para opinar nas coisas da casa. O que você fizer, ele vai achar lindo;
10) Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias). Monotonia não vai entrar na sua casa!;
11) Quando vocês brigarem, ele não vai achar que a opinião dele é a melhor. Tem que ouvir todos os lados de um fato, ele saberá analisar a situação!;
12) Em coberturas de grandes eventos, você poderá entrar de gaiato. Cada final de semana em um lugar diferente: jogos de futebol, avenida de escola de samba, lançamento de livros…;
13) Mantêm revistas e jornais no banheiro. Você nunca ficará olhando para o vácuo enquanto faz suas necessidades fisiológicas. Ganhará conhecimento!;
14) Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (o seu Zé, a Dona Maria, o Juquinha…) Todos com ótimas histórias de vida que vocês podem usar no cotidiano também para se tornarem pessoas melhores!;
15) Não vai faltar café na sua casa. Café e jornalista são praticamente sinônimos;
16) Ele pode escrever os votos matrimoniais da sua irmã, criar o conteúdo do site de negócios do seu pai, ensinar sua mãe a tirar fotos das amigas nos eventos do bairro. Ele aprende de tudo um pouco e gosta de compartilhar!;
17) Tudo para o jornalista tem uma explicação. Eles nunca vão se contentar com a primeira versão de um fato. Você sempre terá uma resposta, mesmo que demore;
18) São ótimos investigadores. Se alguém no trabalho passar a perna em você, rapidinho ele descobre quem é!;
19) Como trabalham muito, não tem tempo para beber demais, fumar, se envolver com drogas… Você terá um companheiro saudável!;
20) Tá bom, vai… eles não costumam comer coisas muito saudáveis. Mas se você for legal e fazer comida para ele levar ao trabalho, isso se resolve rapidinho, não é? =);
21) Suas viagens nunca serão monótonas! Se acontecer qualquer movimento estranho, ele vai logo querer saber o que é e infiltrará você junto para desvendar o problema;
22) Amam roupas leves e simples no dia a dia. Você não vai gastar muito dinheiro com isso;
23) Mas também sabem se arrumar bonitinhos para os eventos. Você terá um parceiro que sabe ser simples, mas também sabe arrasar. Tudo vai depender da ocasião;
24) A agenda é o seu melhor amigo. Mas, não fique com ciúmes! Pense pelo lado positivo, nunca vai esquecer nenhuma data importante, porque tudo fica rigorosamente descrito lá;
25) Eles não ficam irritados com “nãos”, afinal, estão acostumados com assessorias de imprensa que não querem divulgar os bafões. Você não terá um companheiro irritado, mas, em compensação ele não vai desistir até conseguir o que quer. Mas só de não ser grosso já vale, não é!?;
26) Como são antenados, também sempre ficam sabendo das novidades tecnológicas primeiro. Às vezes, até ganham de presente para testar a ferramenta. Você terá tudo em primeira mão na sua casa;
27) Eles não se importam com calor, chuva, trovões… afinal, precisam estar onde a notícia está! Você poderá ir na praia com 50 graus tranqüila ou aquela viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo no caos de São Paulo que ele não vai blasfemar. Ainda vai dar risada da situação;
28) Acham que podem salvar o mundo com uma matéria. Olha que sensibilidade!;
29) Eles sempre sabem tudo todo o tempo;
30) Gostam de música para acalmar;
31) Leem livros raros, histórias para crianças e semiótica… Seus filhos serão super dotados se depender dele;
32) Sua vida social é infinitamente grande. Você nunca poderá reclamar que não conhece gente nova;
33) Eles estão acostumados com coisas chatas e sabem contorná-las muito bem. O casamento nunca vai virar algo monótono;
34) Eles gostam de camisas com estampas de alguma brincadeira sobre algo atual. Suas amigas vão ficar com inveja do seu companheiro inteligente;
35) Eles sempre têm uma opinião sobre qualquer coisa na face da Terra. Durante uma conversa entre amigos, vocês nunca ficarão apagados;
36) A maioria gosta de virar psicólogo, técnico de futebol e médico às vezes. Você terá um companheiro mil e uma utilidades;
37) Por causa da profissão, são forçados a aprender mais de um idioma. Você vai ouvir “Eu te amo” em, pelo menos, umas três línguas diferentes;
38) A primeira coisa que seu filho vai aprender é que a informação é a alma do negócio. Com dois anos, sua fofurinha vai saber o que é aquecimento global, mercado financeiro e já saberá criticar políticos;
39) Gostam de mudar de cidade, estado e até de país. Você conhecerá muitos lugares!;
40) Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja. Ô cultura!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Exercício do Amor

É incrível como as pessoas são cheias de palavras boas e conselhos na ponta da língua, no entanto, quando ações se tornam realidade, elas se chocam de tal forma que deixam explicito o preconceito. Todos acham lindo adotar uma criança, mas quando estão próximos de alguma família que realmente deseja fazê-la, começam a levantar uma série de questionamentos e empecilhos.

O ser - humano é o animal mais egoísta que eu já conheci, quando o assunto é adoção. E se somente pessoas que realmente tivessem condições financeiras classificadas como boas fossem partir para adotar uma criança, pobres crianças, estariam perdidas, pois são os que menos têm que mais dividem.

Quando se adota uma criança se inicia o exercício do amor, da abnegação, de dar sem receber, de fazer o bem a quem o futuro não reservara grande coisa. Estamos calçando quem estava descalço, vestindo o nu e alimentando quem não tinha o que comer, mas, principalmente, dando carinho a quem a vida só mostrou seu lado mais endurecido.

Eu imagino como não deve se sentir uma mãe com seu filho adotivo nos braços enquanto alguém ‘muito bem intencionado’ vem questionar os motivos pelo qual ela tomou essa atitude.

Difícil mesmo é encontrar pessoas com desejo de adotar e com amor suficiente para entender que essa é uma forma linda de constituir família e como disse certa vez um novo amigo que fiz, chamado Reginaldo Prates, mais bem as nossas vidas fazem essas crianças do que nós fazemos as delas.

Deixo com vocês um poema que li aqui na internet e que demonstra em palavras o que é ser mãe de coração.


Esta criança esteve escondida no teu pensamento,

noite após noite, por anos a fio,

guardada na tua retina sem que nunca a tivesses visto.

Esta criança bendita, que foi escolhida por Deus e por ti,

para compartilhar de tua vida, nunca sofrerá,

ficará triste ou chorará por desamor ou abandono,

pois existe alguém especial, um anjo,

que o destino colocou em seu caminho

para lhe suprir as carências, lhe amar, dar carinho.

Ela foi abençoada.

Não foi gerada por ti,

não foi esperada por nove meses,

não veio de dentro de tuas entranhas,

mas veio de algo muito maior:

um amor enorme que tinhas para compartilhar

com ela e com o mundo.

Não o adotaste simplesmente; ele é teu filho –

filho do imenso carinho que tens para dar,

da tua capacidade de doação,

da abnegação,

do desejo sofrido e ao mesmo tempo esperançoso que tiveste

de um dia cuidar e de ouvir alguém

te chamando de “mãe”.

Será filho de noites em claro,

de preocupações,

de alegrias,

de dias de chuva,

de dias de sol.

Será filho de tristezas,

de sonhos,

de esperanças

e de dedicação,

pois tens por ele o mesmo carinho que terias

por um filho do teu sangue.

Esta criança veio de onde quer que seja,

predestinada para ti.

Apenas nasceu de outra mãe,

pois nada acontece por acaso,

mas o destino dela eram os teus braços e teu desvelo.

Ela foi gerada dentro do teu coração

porque, provavelmente, merecia uma mãe tão especial quanto tu!



by Maria Eugênia - Doce Deleite

sábado, 30 de janeiro de 2010

Aniversário na Casa Branca

Eleito em quatro de novembro de 2008 como o 44 presidente dos Estados Unidos, Barack Obama assumiu em 20 de janeiro de 2009 o comando da maior potência econômica mundial.

Ao completar um ano de governo, Obama, enfrenta queda na popularidade com ares de super star. Popularidade essa que já era usada contra ele ainda nas eleições, quando seus adversários políticos mostravam vídeos coparando-o, à celebridades do calibre de Madonna e Britney Spears.

De lá para cá foram capas de revistas, jornais, programas de televisão e muitas viagens. Ele está em todas. Filho de pais separados, com pai negro, mãe branca, padrasto asiático e descendência mulçumana, ele é o símbolo da pluralidade cultural, étnica e racial que é os Estados Unidos.

Aliás, uma curiosidade do país é que devido a toda essa diversidade multiracial, ele não tem uma língua própria. O inglês é falado pela imensa maioria e adotado como idioma oficial.

No entanto, ativistas que defendem um único idioma, acreditando que isso é muito importante para a união do país como um todo, entre as décadas de 80 e 90 influenciaram vários estados americanos, que criaram leis definindo o inglês como único idioma legal, ficando com o espanhol o título de segunda língua mais falada dentro da ‘América Prometida’.

Mas, voltando ao Obama, ainda nos nove primeiros meses de mandato foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, ‘pelos extraordinários esforços para reforçar o papel da diplomacia internacional e a cooperação entre povos’. Enquanto recebia o prêmio o presidente precisa decidir se mandava mais homens do exército para reforçar as tropas no Afeganistão.

A decisão positiva fez com que a indicação fosse questionada, porém, o Comitê do Prêmio Nobel rebateu dizendo que o Presidente dos Estados Unidos havia criado um ambiente novo para a política internacional e que graças a iniciativas como desarmamento e a visão de um mundo sem armas nucleares, além de acenar positivamente a ações que vão ao encontro dos desafios das mudanças climáticas, fez com que o país desempenhasse um papel mais construtivo, além do quê, a escolha havia sido feita pelo que Barack representa e não por realizações efetivas.

O certo é que não adiantou nem choro, nem vela, o Nobel veio para ele e os homens foram para o Afeganistão. Surgiu então, a primeira ranhura na imagem do carismático presidente americano, que em seu discurso de posse disse: “Se existe alguém que ainda duvide que os Estados Unidos sejam o lugar onde todas as coisas são possíveis, que ainda questione a força da nossa democracia, a resposta está aqui esta noite”.

Obama é ‘homem-família’ e não são poucas as vezes que se presenciam gestos de carinhos entre ele e sua esposa Michelle que juntamente com as filhas Malia e Sasha formam uma imagem agradável aos olhos, de pessoas felizes, tornando-se símbolos da típica família americana.

Ao fim de um ano a frente da Casa Branca ele não viu algumas de suas promessas de campanha se realizar. Frustração para ele e para o povo americano que já começa a enxergá-lo com menos crença e com mais cabelos brancos.

* Texto publicado no jornal Página 20, de 24/01/2010.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Os filhos de Antonia

Antonia era mulher simples. Casada, sete filhos pra criar e um emprego pra ajudar no sustento da casa. Saía para o trabalho muito cedo e só retornava para casa no fim do dia.


Em um domingo nublado, um de seus filhos sumiu. Acostumados a brincar na rua e retornar para casa nos horários das refeições, no primeiro momento que sentiu falta do filho, ela achou que logo estaria chegando.

Mas ele não chegou para o jantar, nem para o café da manhã do outro dia, nem mesmo para os almoços que se seguiram. Antonia já conhecia o sabor amargo da perda, pois já havia visto outro de seus filhos morrer atropelado. É uma dor que sufoca, dizia ela ao contemplar o caixão do filho.

Mas com esse foi diferente. Antonia não sabia o que de fato acontecera ao filho, se estava vivo, se estava morto. Simplesmente ele desaparecera.

Os anos se passaram, ela ainda tem o mesmo emprego. Continua a sair muito cedo para o trabalho, mas desde então, a volta para casa é uma mistura de tristeza por não saber notícias do filho e de esperança de lhe encontrar brincando na rua ou lhe esperando no portão de casa como costumava fazer.