sábado, 30 de janeiro de 2010

Aniversário na Casa Branca

Eleito em quatro de novembro de 2008 como o 44 presidente dos Estados Unidos, Barack Obama assumiu em 20 de janeiro de 2009 o comando da maior potência econômica mundial.

Ao completar um ano de governo, Obama, enfrenta queda na popularidade com ares de super star. Popularidade essa que já era usada contra ele ainda nas eleições, quando seus adversários políticos mostravam vídeos coparando-o, à celebridades do calibre de Madonna e Britney Spears.

De lá para cá foram capas de revistas, jornais, programas de televisão e muitas viagens. Ele está em todas. Filho de pais separados, com pai negro, mãe branca, padrasto asiático e descendência mulçumana, ele é o símbolo da pluralidade cultural, étnica e racial que é os Estados Unidos.

Aliás, uma curiosidade do país é que devido a toda essa diversidade multiracial, ele não tem uma língua própria. O inglês é falado pela imensa maioria e adotado como idioma oficial.

No entanto, ativistas que defendem um único idioma, acreditando que isso é muito importante para a união do país como um todo, entre as décadas de 80 e 90 influenciaram vários estados americanos, que criaram leis definindo o inglês como único idioma legal, ficando com o espanhol o título de segunda língua mais falada dentro da ‘América Prometida’.

Mas, voltando ao Obama, ainda nos nove primeiros meses de mandato foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, ‘pelos extraordinários esforços para reforçar o papel da diplomacia internacional e a cooperação entre povos’. Enquanto recebia o prêmio o presidente precisa decidir se mandava mais homens do exército para reforçar as tropas no Afeganistão.

A decisão positiva fez com que a indicação fosse questionada, porém, o Comitê do Prêmio Nobel rebateu dizendo que o Presidente dos Estados Unidos havia criado um ambiente novo para a política internacional e que graças a iniciativas como desarmamento e a visão de um mundo sem armas nucleares, além de acenar positivamente a ações que vão ao encontro dos desafios das mudanças climáticas, fez com que o país desempenhasse um papel mais construtivo, além do quê, a escolha havia sido feita pelo que Barack representa e não por realizações efetivas.

O certo é que não adiantou nem choro, nem vela, o Nobel veio para ele e os homens foram para o Afeganistão. Surgiu então, a primeira ranhura na imagem do carismático presidente americano, que em seu discurso de posse disse: “Se existe alguém que ainda duvide que os Estados Unidos sejam o lugar onde todas as coisas são possíveis, que ainda questione a força da nossa democracia, a resposta está aqui esta noite”.

Obama é ‘homem-família’ e não são poucas as vezes que se presenciam gestos de carinhos entre ele e sua esposa Michelle que juntamente com as filhas Malia e Sasha formam uma imagem agradável aos olhos, de pessoas felizes, tornando-se símbolos da típica família americana.

Ao fim de um ano a frente da Casa Branca ele não viu algumas de suas promessas de campanha se realizar. Frustração para ele e para o povo americano que já começa a enxergá-lo com menos crença e com mais cabelos brancos.

* Texto publicado no jornal Página 20, de 24/01/2010.

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