domingo, 5 de agosto de 2007

Simples desabafo

Sinceramente tem uma pessoa que só mesmo a boa educação que meus avós me deram me faz engolir, pq já deu prova suficiente que de amiga não tem nada. Como eu não a tenho na minha lista de melhores amigas e jamais frequentará minha casa com a desenvoltura de uma amiga de infância, deixo p lá todas as grosserias e asneiras que essa pessoa fala e faz.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Neruda



A Palavra


... Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que, se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas. Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca mais, se viu no mundo... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras.


* Pablo Neruda, nasceu no dia 12 de julho de 1904, em Parral, no Chile.. Marxista e revolucionário, cantou as angústias da Espanha de 1936 e a condição dos povos latino-americanos e seus movimentos libertários. Diplomata desde cedo, foi cônsul na Espanha de 1934 a 1938 e no México. Desenvolveu intensa vida pública entre 1921 e 194. Indicado à Presidência da República do Chile, em 1969, renuncia à honra em favor de Salvador Allende. Participa da campanha e, eleito Allende, é nomeado embaixador do Chile na França. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 197. Morreu a 23 de setembro de 1973 em Santiago do Chile, oito dias após a queda do Governo da Unidade Popular e da morte de Salvador Allende.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Fran, rainha da pontuação

Adoro escrever, mas tenho um pouco de receio com as vírgulas e alguns pontos. O ponto de exclamação (!!!) e o de interrogração (???) eu conheço bem e sei perfeitamente que qdo quero exclamar, causar impacto ou mesmo chamar atenção para algo eu uso o de ! E quando quero perguntar alguma coisa, uso o ponto de ?. Mas não é raro eu encontrar pessoas no msn escrevendo uma bela exclamação com um ponto de interrogação no final ou vice-versa. Nesse momento fico confusa, não sei se a pessoa ta perguntando, exclamando ou se é burro mesmo!! Eu Queria ser como minha amiga Francielle, ela sim é a rainha dos pontos e vírgulas, sabe onde deve ficar cada um ou mesmo se eles se encontram em lugar impróprio, incerto ou não sabido. Um dia eu chego lá, ei de ler gramática por gramática, decorar regra por regra e nunca mais, eu digo nunca mais, pontuar conforme minha respiração.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Tranquila...



Quero aprender a ter tranquilidade!

Acabou as férias!!



Hoje definitivamente a vida volta ao normal, as férias infelizmente terminaram. Agora é vida de adulto até dezembro, ou seja, trabalho-aula-casa-trabalho-aula-casa...E pra me animar com esse recomeço ontem resolvi sair e fazer umas pequenas comprinhas bem estudantis tipo: caderno, lápis, borracha, canetas (de todas as cores) e estojo (esse último impossível, pois nessa época do ano não se encontra um estojo bonitinho em lugar nenhum). Aproveitei a farra das compras e me presenteei com um livro que há tempos queria ler, chama-se Chico Mendes Crime e Castigo do jornalista Zuenir Ventura. Mas voltando ao assunto do início das aulas, a primeira e principal providência já foi tomada hoje cedo: coloquei meu caderno novo (que de lindo não tem nada, pq os cadernos bonitos são caros e bote caro nisso) dentro do carro e de lá ele só sai no final do ano!!!